Sou como todos, marcada neste flanco pelo susto da beleza, pelo terror da perda e pela funda chaga dessa arte em que pretendo segurar o mundo.
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Ah Minas! Lugar mágico em que preciosidades brotam do seu chão. Lugar onde pedra, algumas vezes, vira Profeta, outras, se torna panela e ferve no fogão. Terra do bonito casario, onde se vê o sorriso tímido das moças nas grandes janelas. Terra em que tudo é trem e como é bom esse trem de estar em Minas.
Minas da gente hospitaleira, da prosa na calçada no fim da tarde. Lugar em que tudo vira doce, que tem no ar o perfume do café fresco no bule e do pão de queijo feito no fogão à lenha. Terra de Brants, Nascimentos, Guedes, Borges, Venturinis e outros tantos que cantam e encantam com suas melodias feitas nas esquinas da vida. Lugar de encontros, da prosa e do verso, inspiração de Drummond, Heliodora, Gonzaga. Berço do Velho Chico, rio que une essa nação. Repouso de majestosas igrejas e do badalar dos sinos que anunciam horas que parecem não passar.